9 Passos para vender e distribuir seu produto

Desenvolver um produto que gere impacto no mercado é uma tarefa que de primeiro momento pode parecer simples, mas só quem já passou por essa situação sabe o quão pode ser difícil. Exige disposição, criatividade e acima de tudo: planejamento!
Ao longo desses quase 10 anos emergida na certificação de diversos escopos e em muitas vezes envolvida no processo produtivo de tantos lançamentos, prestes a encantarem o consumidor final, percebi o quanto a qualidade está relacionada ao desenvolvimento de um novo projeto.
Isso porque a qualidade (frequentemente subestimada e tratada como burocrática) é o meio mais preciso que conheço de transformar uma ideia em realidade. É fato que para que isso ocorra haverá muitos envolvidos, diversas pesquisas e registros e o trâmite como um todo é trabalhoso. Foi pensando nisso, que estrategicamente segmentei em algumas etapas esse processo e resolvi trazer esse conteúdo aqui.
Ao todo foram definidos 9 passos básicos que podem por si ampliarem em demais processos secundários, são eles:

1. Definir o público alvo

Para definição do público alvo a empresa precisa ter certo alguns conceitos, o primeiro deles é qual a solução que o produto traz. Isso porque para estabelecer uma sintonia com o cliente, suas necessidades e maior queixa devem ser compreendidas. Seja você um distribuidor de pasta de dente que auxilia na remoção de manchas ou um fabricante de capas de chuva extremamente resistentes.
Veja que em ambas as situações mencionadas, há a resolução de um ou mais problemas. E é isso que o cliente quer com seu produto: entender como ele irá ajudá-lo. Existem diversas ferramentas para descobrir esse tal público, dentre essas destaco a pesquisa de mercado. É ideal saber fazer as perguntas certas para quem deseja se aproximar.
De longe sou especialista no ramo odontológico, mas certamente uma das primeiras perguntas que faria para o desenvolvimento de uma pasta removedora de manchas é “o aparecimento de manchas ocorre de que forma? Ou seja, qual a causa raiz disso? ”, e “quais são os casos e faixa etária mais comuns? ”, entre outras…
Preocupe-se em definir seu público alvo a partir do problema que seu produto soluciona.

2. Crie uma ficha técnica do produto

O segundo passo e de extrema importância é a criação de uma ficha técnica do produto, nela será possível estabelecer as informações necessárias para garantir que as expectativas do cliente sempre sejam atendidas, de acordo com o que foi determinado na pesquisa inicial do problema que o produto visa resolver. Essa ficha traz o registro que a qualidade pede e através dela que todos os envolvidos desde o início do projeto e até mesmo novos integrantes podem compreender o produto como um todo de modo que ele nunca perca sua qualidade.
Uma dica interessante nesse caso é investir em empresas especializadas no desenvolvimento de documentações de sistemas de gestão. A partir da expertise dessas empresa será possível criar mecanismos de controle do produto e a garantia de que o registro do produto estará 100% completo.

3. Verificar a exigência governamental

E por falar em suporte externo, essa é uma das etapas que mais enfatizarei a necessidade desse tipo de contratação!
O foco aqui é vender o produto, mas diversos escopos possuem exigências fiscais, legais e que devem ser consideradas na execução do projeto e isso acaba sendo uma pedra no sapato para a empresa detentora do lançamento.
Nesse caso entram os especialistas em cada segmento, por exemplo, se o produto for produzido fora do país e precisar passar por um processo de importação, indico fortemente a subcontratação de um despachante de confiança que saberá exatamente os trâmites para condução de entrada da mercadoria.
Já em alguns casos será necessária a homologação por ógãos governamentais tais como Inmetro, Anatel, Anvisa, Ibama, entre outros. E aí entra a apresentação de certificados, relatórios de ensaios, e outros documentos comprobatórios da segurança do produto. Mais um ponto de total importância que deve ser pré avaliado, mas que claro que com o suporte de um profissional ou empresa qualificada torna-se muito mais simples.

4. Preço justo de acordo com mercado

Todos os custos fixos para que o projeto seja colocado em prática e saia do papel foram definidos, e enfim chegou o momento de definir os valores de venda. O ticket médio do produto deverá ser definido de acordo com o tipo de venda na qual a empresa pretende seguir, seja ela b2b ou b2c.
Vale lembrar que o mercado b2c oferece um maior número de operações, no entanto deve ser muito bem avaliado o valor a ser ofertado ao consumidor, uma vez que o ticket médio nesse tipo de venda tende a ser mais baixo que na negociação b2b.
Para chegar ao preço final adequado, e principalmente para descobrir o valor percentual do lucro, deve ser analisado o preço praticado pelo mercado (em caso de produtos similares a outros já existentes) e o valor dos seus custos e despesas totais avaliados nas etapas anteriores do projeto.

5. Divulgação do produto

Quase todas as etapas de planejamento foram concluídas e mesmo assim, uma tão importante ainda é necessária para que o produto seja comercializado.
Trata-se da divulgação do produto: um dos momentos principais para que realmente a venda ocorra. Afinal de contas, uma boa divulgação é o que faz com que a marca seja reconhecida e o produto chame atenção num contexto geral.
A divulgação pode ocorrer de diversas formas, seja numa vitrine, nas redes sociais, através de newsletters, mensagens, entre outros meios de comunicação. No entanto, exige muita estratégia para que o consumidor seja atingido de uma forma positiva e queira comprar o que está sendo ofertado. Indico nesse caso que seja determinada uma pessoa para estratégia dessa divulgação e/ou subcontratação de uma agência especializada nesse tipo de venda.
Três premissas mínimas devem ser adotadas considerando o momento atual que estamos vivendo: Agregue valor ao produto + Seja persuasivo + Faça uso das redes sociais

6. O momento da venda / é hora de vender!

Você chegou até aqui depois de muito planejar, organizar e o produto finalmente será vendido!
“Grandes coisas são formadas por uma série de pequenas coisas feitas em conjunto”, Vicente Van Gogh nos deixou essa citação e é a que resume e nos permite compreender que se tudo foi seguido a risca até aqui agora a venda é líquida e certa.
É bom oferecer o produto em si, mas é excelente oferecer as vantagens que o cliente terá com a compra, porque isso lhe da poder e confiança em saber que está vendendo o que o mercado procura!
Nesse momento aposte no visual, e mantenha a divulgação constante!

7. Entrega nos parâmetros prometidos de acordo com contrato

A compra foi efetuada com sucesso e agora o cliente está com o produto em mãos. Certifique-se de que independente do formato de entrega adotado o consumidor final terá condições de receber exatamente o que comprou.
Mais uma vez não posso deixar de mencionar a qualidade e as possíveis avaliações que podem ser feitas nesse processo de expedição e entrega!

8. Conferir indicadores de venda

Aliado ao tópico anterior, veja que o feedback será a chave para indicar que tudo correu bem ao longo da entrega.
Para isso conte com o posicionamento dos representantes comerciais, dos próprios compradores e do comportamento da concorrência (quando existente para aquele produto).

9. Pós vendas + Suporte ao cliente – Tratamento de reclamações

Estamos chegando ao fim, e apesar de ser mencionado apenas no final desse artigo o pós vendas tem papel fundamental na liberação de um produto. Popularmente é dito que ninguém é perfeito, afinal de contas somos seres humanos e não poderia ser diferente no âmbito profissional, inclusive no pós vendas, que além de buscar um feedback positivo do cliente também pode receber reclamações de qualquer natureza.
É certo que qualquer produto ou serviço oferecido pode chegar com defeitos ou avarias até o consumidor por qualquer falha no processo. E mesmo sabendo que a qualidade visa buscar sempre a excelência na sua entrega, ainda assim, infelizmente a insatisfação do cliente pode ocorrer. Por isso, fica inserido aqui também o tratamento de reclamações.
Não é a toa que existe uma Lei específica (8.078/1990) para o cuidado apropriado desse tipo de situação, Lei essa que conhecemos como CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, que é o documento legal que dá respaldo ao fornecedor do produto e também ao cliente de que haverão procedimentos apropriados para o atendimento depois da compra ser realizada, seja com a definição de garantia do produto, de direitos e deveres de ambos, canais de atendimento em caso de reclamações, duvidas, sugestões entre outros.
O pós vendas deve vir agregando as possíveis ações:
-Oferecer descontos para novas compras
-Nutrir novos leads
-Divulgar novidades (produtos similares e ou complementares)
No final das contas mais importante que vender uma vez é manter uma imagem positiva para que o cliente se torne mais do que um simples número e sim, um fã.

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